Por Priscylla Silva, Redatora SmartNews USA – Charleston, SC
Uma onda de gripe intensa nos Estados Unidos desde dezembro de 2025 já resultou em cerca de 15 milhões de infecções e mais de 7 mil óbitos, pressionando serviços de saúde, enquanto o vírus Influenza A (H3N2) segue em circulação no Brasil, de acordo com autoridades de saúde.

O atual surto de gripe nos Estados Unidos alcançou números elevados desde o fim de dezembro de 2025, com aproximadamente 15 milhões de pessoas registradas com sintomas respiratórios atribuídos ao vírus influenza, resultando em mais de 7 mil mortes no país até o momento, conforme dados oficiais dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
As unidades de saúde reportaram cerca de 180 mil internações relacionadas à gripe, e o número de consultas por sintomas gripais atingiu níveis não observados há mais de duas décadas. O inverno no Hemisfério Norte contribuiu para a rápida disseminação da doença, levando hospitais a enfrentar alta demanda por atendimento.
Autoridades sanitárias apontam que a variante predominante em circulação é um subclado do vírus Influenza A (H3N2), conhecida informalmente como “gripe K”, que tem apresentado maior transmissibilidade e associado a aumento de casos graves.
Pesquisas em países do Hemisfério Norte indicam que as vacinas da temporada 2025-2026 mantêm algum grau de proteção contra formas severas da doença, especialmente em crianças e adolescentes, embora a eficácia varie conforme a faixa etária.
Nos Estados Unidos, autoridades de saúde destacam o papel da vacinação como ferramenta de prevenção, ressaltando que a imunização ainda pode reduzir o risco de complicações graves e hospitalizações.
Situação no Brasil
No Brasil, o vírus Influenza A (H3N2) também está presente e circula em diferentes regiões, conforme informações divulgadas por órgãos de saúde. Esta variante do vírus influenza é um dos principais agentes associados à gripe sazonal, transmitido principalmente por meio de gotículas respiratórias.
Os sintomas típicos da infecção pelo H3N2 incluem febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo, calafrios e fadiga, sendo os grupos de risco, como crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades, mais suscetíveis a apresentar quadros mais severos.
Especialistas em saúde pública recomendam que pessoas com sintomas compatíveis com gripe procurem atendimento médico e que a população adote medidas de prevenção, incluindo higiene das mãos e, quando indicado, vacinação, para reduzir a transmissão do vírus e suas complicações.
Fontes: Metropoles; Biblioteca Virtual em Saúde