Por Priscylla Silva, Redatora SmartNews USA – Charleston, SC
Presidente dos EUA afirma que vai barrar definitivamente entrada de imigrantes oriundos de nações subdesenvolvidas, sem revelar lista oficial, e promete rever benefícios e status de estrangeiros no país.

Na quinta-feira (27), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que seu governo irá “suspender permanentemente a imigração de todos os países do Terceiro Mundo”, com o propósito de permitir que o “sistema americano se recupere completamente”.
Em post publicado na rede social Truth Social, Trump afirmou que pretende cancelar “milhões de admissões ilegais aprovadas por Joe Biden” e acabar com benefícios e subsídios federais destinados a não-cidadãos.
O presidente acrescentou que planeja “desnaturalizar” imigrantes que, segundo ele, “minam a tranquilidade interna” e deportar estrangeiros que representem “risco à segurança”, sejam “um encargo público” ou “incompatíveis com a civilização ocidental”.
A declaração ocorre um dia após um ataque nos arredores da Casa Branca, no qual uma agente da Guarda Nacional morreu. O suspeito, segundo autoridades, seria um cidadão afegão que teria recebido asilo em 2021, durante o governo Biden.
Trump não detalhou quais países estariam incluídos nessa suspensão permanente, nem se o termo “países do Terceiro Mundo” corresponderia aos 19 países apontados no decreto migratório de junho de 2025, que incluía nações como Afeganistão, Chade, República do Congo, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão, Iêmen, Cuba, Venezuela, entre outros.
Especialistas e organismos internacionais apontam que a expressão “países do Terceiro Mundo” é historicamente associada a países em desenvolvimento ou com economias menos avançadas, classificação que não possui definição padronizada.
Até o momento, não houve pronunciamento oficial do Departamento de Estado dos Estados Unidos ou da Casa Branca para detalhar como a medida será aplicada, nem quais nacionalidades seriam afetadas, gerando incerteza para estrangeiros que vivem ou pretendem migrar para os EUA.
//Fontes: CNN Brasil: El País; Reuters; Time; The Guardian